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DICAS

José BonifácioA Revolução Francesa é tema constante de vestibulares e concursos. O filme "Danton, o processo da revolução" é uma boa pedida para compreender a importância da revolução liberal que marcou a Europa.

Ao estudar História, seja você, aluno ou professor, leia muito sobre temas da atualidade e converse sempre com amigos e familiares. Vale a pena estar em sintonia com pontos de vista diferentes para ampliar o conhecimento e enriquecer sua argumentação.

Veja abaixo algumas dicas especiais de trabalho para professores:

Título: História da Segunda Guerra Mundial
Disciplina: História
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: Segunda Guerra Mundial
Tipo: Texto

Uma possibilidade para revolucionar a História ensinada nas escolas, é tratar os temas “tradicionais” do currículo sob novos enfoques e abordagens, destacando as reflexões que ajudam a iluminar a compreensão do presente e propiciar a construção de postura crítica dos alunos.

O livro “História da Segunda Guerra Mundial”, de Marc Ferro, pode favorecer esse tipo de trabalho com o tema. Adepto da história-problema, do esforço dos historiadores em enfrentar as zonas cinzentas na interpretação dos eventos históricos, o autor apresenta onze ensaios (sucintos, daí a possibilidade de uso na escola) sobre questões controversas, pouco estudadas ou abertamente polêmicas da Segunda Guerra Mundial, tais como:

O extermínio dos judeus – quem sabia e o quê sabia? (capítulo 9);

Os diversos tipos de colaboração com o nazismo, em vários países europeus (capítulo 7);

O mito do jogo duplo na política de Pétain, na França ocupada (capítulo 2);

Os trunfos da resistência (capítulo 8), entre outros.

Para cada ensaio, há uma seção chamada “Documentos”, com transcrições de jornais apresentados nos cinemas, cartas, jornais escritos, panfletos e outros testemunhos do evento em questão, que podem ser lidos e discutidos em classe.

Se o professor desejar discutir, por exemplo, o papel da mídia na formação da opinião pública, pode utilizar o primeiro ensaio para leitura e discussão em pequenos grupos. Nesse ensaio, o autor questiona o funcionamento da propaganda nos dois lados do conflito. Para isso, utiliza-se de um material recentemente incorporado à análise histórica: a produção cinematográfica.

Trata-se de uma rápida análise de filmes de ficção, jornais de tela e material de propaganda produzidos nos EUA, Alemanha, França, Inglaterra e Rússia, mostrando como a opinião pública desses países foi preparada para entrar na guerra.

Na Alemanha, especialmente, o cinema foi uma das molas mestras da propaganda nazista, totalmente sob o controle do poder, situação essa que inspirou Charles Chaplin, em “O Grande Ditador” (1939-40), e tantos outros filmes antifascistas, principalmente nos EUA e na ex-URSS. Assim, segundo Marc Ferro, às vésperas do início da guerra, os cineastas desses dois países prepararam a opinião pública para combater o nazismo.

Boa parte desse material está disponível em vídeo e possibilita um interessante trabalho em sala de aula. É possível estabelecer com os alunos um programa de trabalho em etapas, por exemplo:

Etapa 1:

Assistir a dois ou três desses filmes (de países diferentes) e estabelecer comparações entre eles, visando a identificar o contexto histórico, as idéias veiculadas, os conflitos narrados e outras questões ligadas à linguagem específica do cinema. Nesse caso, localizar para análise um filme de propaganda alemã pode ser muito elucidativo, se o professor chamar a atenção dos alunos para os recursos e sutilezas não-verbais, que visam a incutir nos espectadores as idéias nazistas.

Após a projeção de cada filme, é interessante uma primeira troca de impressões com a classe e, em seguida, uma discussão organizada em grupos, seguindo o esquema proposto e elaborando os registros para serem compartilhados. O interessante é que os alunos, ao final do ciclo, estabeleçam semelhanças e diferenças entre os filmes dos diversos países.

Etapa 2:

Para aprofundar as questões suscitadas pelos filmes, nada melhor do que a leitura do livro de Marc Ferro, que pode ser trabalhado em forma de seminário, em que cada grupo se dedica a um dos ensaios, que contam com um roteiro de questões orientadoras da discussão no final (p. 189).

É importante também analisar o rico material iconográfico de cada ensaio: cenas de filmes, cartazes de propaganda nazista ou da resistência, fotografias de combates e muitos outros.

Com atividades desse tipo, é possível que os alunos percebam cada vez mais a importância do trabalho da História na formação do cidadão, com o exercício do olhar e análise críticos sobre a diversidade da experiência humana, expressa de várias maneiras.

Referência:

FERRO, Marc. História da Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Ática, 1995.

Título: Versailles 1685
Disciplina: História
Ciclo: Ensino Médio
Assunto: O palácio de Versalhes e a corte do Rei Luís XIV, o Rei-Sol
Tipo: Jogos
Onde encontrar: Lojas de jogos eletrônicos (
Office Media – Entretenimento & Cultura ou telefone 11 4154 1140)

Na área de História, são poucos os materiais eletrônicos de qualidade (Jogos, CD-ROMs) adequados para complementar o trabalho em sala de aula. Geralmente contêm uma visão bem tradicional da História e pouco contribuem para o uso dos recursos de multimídia.

O jogo “Versailles 1685”, embora ainda mantenha o foco na História tradicional, apresenta uma proposta interessante e de qualidade: uma aventura ambientada nesse famoso palácio usando a tecnologia OMNI 3D, que permite uma navegação de 360º em mais de 40 cômodos, jardins e pátios.

Trata-se de uma co-produção de Réunion des Musées Nationaux e do Canal + Multimédia, com as informações básicas traduzidas para o português. Em um rigoroso trabalho de pesquisa, a equipe da curadora-chefe do Castelo de Versalhes, Béatrix Saule, reconstituiu Versalhes de 1685 com suas gravuras, pinturas, esculturas, móveis e demais objetos da época.

Além das imagens, é possível acessar textos e documentos em qualquer etapa do jogo, que enriquecem os conhecimentos e ajudam a compreender parte da sociedade francesa da época: a etiqueta, as artes, o reino, a corte, a vida no castelo, além de biografias do Rei Luís XIV, de membros da família real, ministros, nobres e seus criados, e artistas. Uma cronologia bem detalhada dá conta dos principais eventos políticos da França, de 1638 (nascimento do futuro rei) a 1715 (morte de Luís XIV).

No “passeio” pelo Castelo, a trama do jogo propõe um mistério: descobrir em um dia um complô arquitetado para destruir Versalhes. Para isso, o jogador precisa conhecer os diferentes cômodos, acompanhar o Rei nas atividades do dia e tentar salvar a Corte e o Palácio.

Mas por que esse material pode ser útil em sala de aula?

Primeiro, porque fornece elementos visuais, textuais e sonoros (40 minutos de música barroca ajudam a compor o clima de época) sobre aspectos da história da França no século XVII, tornando os estudos sobre o Antigo Regime e o Absolutismo menos abstratos e vazios.

Segundo, porque amplia a visão de uma época distante daquela em que vive o aluno, com maneiras diferentes de exercer o poder, conviver, vestir-se, enfeitar-se, decorar um ambiente... Tudo isso pode contribuir para a construção da cultura histórica dos alunos.

Por outro lado, também ajuda a compreender por que esse mundo de luxo e magnificência de Versalhes, representativo da aristocracia francesa, foi “posto abaixo” cem anos depois, com a Revolução de 1789.

Caso a escola consiga adquirir apenas um exemplar do jogo, ele pode ser utilizado alternadamente pelos alunos, divididos em pequenos grupos, em momentos de trabalho diversificado. Ou seja, enquanto você discute ou atende às dificuldades de um grupo, outros exploram o jogo, em rodízio.

Após a exploração do material por todos os grupos, proponha aos alunos:

Uma conversa sobre o que foi possível aprender com o jogo;

A discussão de algumas idéias e informações apresentadas nos textos e imagens;

O levantamento de aspectos que demandem aprofundamento.

A pesquisa sobre os tópicos a serem aprofundados pode começar pelos textos e documentos existentes no próprio jogo, além de outros livros interessantes sobre o assunto, como “A Etiqueta no Antigo Regime”, de Renato Janine Ribeiro.

Com a participação dos professores de Artes e Geografia, pode-se ampliar a exploração do jogo, por meio da leitura e discussão de imagens (mapas, plantas baixas, pinturas, esculturas), além de aproximar os alunos do Barroco – um importante modo de expressão artística da época.

Referência:
RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Brasiliense, 1983. (Coleção “Tudo é História”)

Preste bastante atenção as aulas de História do Brasil; da colonização pelos portugueses até os dias de hoje. Durante a comemoração dos 500 anos do descobrimento, várias instituições e universidades aproveitaram para testar a cultura e informação dos nossos estudantes.

Cinema também é cultura. O "Gladiador" é uma boa opção para os amantes da história da decadência do Império Romano, com direito a invasões bárbaras, heróis e combates à moda antiga.

Os conflitos entre árabes e judeus são tema constante das provas de vestibular: estude desde as primeiras divergências territoriais, a Guerra dos Sete Anos e a Guerra de Yom Kippur até os atuais conflitos entre os povos do Oriente Médio.

Os Estados Unidos são a maior potência do planeta. Vale a pena conhecer um pouco da história do país mais rico do mundo. Assistindo ao filme "Tempo de Glória", você vai compreender como se desenvolveu a chamada "Guerra de Secessão", durante a expansão americana para o Oeste. O conflito aconteceu entre o Sul dos EUA, rural e escravista, e o Norte, industrializado e abolicionista.

Vestibulando! Não se esqueça de estudar a ascensão do regime comunista na antiga União Soviética. A Revolução Russa é de fundamental importância para a compreensão da Guerra Fria e outros fatos da década de 90. Uma boa pedida é o livro "Os dez dias que abalaram o mundo", do jornalista americano John Reed. Reed acompanhou os primeiros dias da Revolução de Outubro de 1917 como correspondente internacional.

Prezado estudante! Numa prova não se assuste com grandes enunciados no início da questão. Nem sempre textos longos significam exercícios complicados.

Os vestibulandos devem dar especial atenção aos acontecimentos mais recentes da História. Tanto em Brasil quanto em Geral, os séculos XIX e XX têm mais destaque. Isso significa o que, atento estudante? Siginifica que você só precisa estudar esses dois períodos, não é? Nada disso! Você pode até dar um pouco mais de atenção a eles, mas não se esqueça de estudar todo o conteúdo, pois, como você sabe (ou deveria saber, pelo menos), a História é um processo: fatos que ocorrem hoje têm relação com outros que ocorreram há muito tempo. Por isso, interessado estudante, não deixe de lado aquele "chato" capítulo sobre Brasil Colônia - ele vai ser muito útil para compreender o que aconteceu ontem lá em Brasília.

Muita gente pensa que estudar História é pura "decoreba". Quem pensa assim está, além de errado, completamente ultrapassado. Ler, e muito, é fundamental para garantir uma boa nota nesta disciplina. E não pense que deve ler apenas textos de história. Leia de tudo um pouco.
Maturidade e familiaridade com a leitura, somada a uma boa interpretação de texto garante, para quem estudou, alguns pontos na média. Fique de olho e dê um maior destaque na hora de estudar o período contemporâneo da História Geral e o período republicano na História do Brasil, que são unanimidade nos vestibulares mais disputados.

Você gosta de ler? Não? Pois então passe a gostar, porque, se vai fazer vestibular, uma prova de História estará esperando e pedindo: "Leia-me, leia-me, leia-me...". A tendência de 10 entre 10 vestibulares é utilizar textos em seus enunciados. Saber ler e compreender um argumento é fundamental para uma boa resposta. Além disso, o conteúdo deve estar bem guardado na memória. Estude bem todos os pontos.

Um assunto que está muito cotado para cair nas provas de história e geografia dos vestibulares é a diferença social entre negros e brancos no Brasil. Para não ser pego de surpresa o ideal é que o estudante reflita e analise a origem da desigualdade racial no país. O conhecimento da História do Brasil do século XIX auxilia, e muito, a resolução destas questões. A banca de professores pode abordar a relação da desigualdade social com temas atuais. Dando enfoque, por exemplo, a favelização e o crescimento do neonazismo em São Paulo.

Dica de leitura. É... mais um livro dentre os tantos que você tem de "devorar" para não ficar boiando no vestibular. Porém, "As Veias Abertas da América Latina", de Eduardo Galeano, Editora Paz e Terra, não deve ser encarado como "mais um livro chato de História". Na realidade, é um valioso documento para compreender o nosso continente. Galeano nos conta, numa linguagem cativante e fácil, um pouco da formação da região, suas contradições e sua relação (sempre submissa) com os imperialismo britânico e norte-americano. Vale a pena.

O vestibular toma seu tempo? Você estuda sem parar? Em sua mente existe um redemoinho de fórmulas, resumos, regras? Você não aguenta mais e está a ponto de explodir? Jogue tudo para o alto. Sério! Jogue tudo para o alto, vá até a locadora e alugue um filme para relaxar um pouco e... estudar ao mesmo tempo!   Como?   Simples,   cinéfilo vestibulando: Veja um filme que aborde algum período histórico. Quer uma sugestão, não é verdade? Não sou Segundo Caderno, mas vamos lá: assista a "Em Nome do Pai",  (Grã-Bretanha, 1993, Direção: Jim Sheridan) que tem como pano de fundo a tensa relação entre Reino Unido e IRA (Exército Republicano Irlandês), que luta pela independência da Irlanda do Norte. Então, aperte a tecla "play" e divirta-se.

A Guerra do Paraguai é um dos momentos mais importantes da História do Brasil. Mais do que datas, o estudante deve ter em mente as reais intenções dos envolvidos nessa briga continental.  De um lado o Paraguai, que vinha implementando uma série de reformas sócio-econômicas sob o domínio de uma ditadura apoiada pelo povo. O país se isolou economicamente desvencilhando-se da exploração da Inglaterra, grande potência imperialista da época. Além disso, o poder da Igreja foi diminuído e o analfabetismo quase erradicado.   Para os ingleses, um país que destoasse das novas regras ditadas por eles seria uma ameaça a seu domínio. Brasil, Argentina e Uruguai - atrelados economicamente à Inglaterra - foram, então, utilizados como "buchas de canhão" para defender os interesses dos "lords". O pior é que o saldo da tragédia, com todos os seus mortos e feridos, não foi sentido nos nobres salões ingleses, onde se bebia o chá das cinco.

A região dos Bálcãs cheira a pólvora ! E os vestibulares costumam disparar "chumbo grosso" em direção aos vestibulandos desavisados. Além da leitura diária de jornais e revistas, é bom ter consciência do processo histórico que levou a instabilidade política ao local.   A região fora ocupada pelos eslavos a partir do século VIII. Posteriormente, este povo se converteu ao cristianismo, englobando as duas correntes: catolicismo e igreja cristã ortodoxa. Entre os séculos XII e XV, a área foi dividida entre os impérios Austro-Húngaro e Otomano, de religião islâmica. Com a queda do Império Otomano, foi criado um reino dos sérvios. No entanto, manifestações nacionalistas não deixaram de ocorrer, culminando com o assassinato do rei Alexandre I, em 1934.  

Chega a Segunda Guerra e a região se divide entre o apoio ao Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e aos aliados (EUA, URSS, Inglaterra e França). Os croatas e os albaneses apoiam o lado nazi-fascista. O apoio albanês provocou a expulsão dos sérvios de Kosovo, o que inverteu a situação: os albaneses tornaram-se maioria.  Os sérvios, liderados por Tito, expulsam os nazistas. Em 1945, é proclamada a república iugoslávia. Tito consegue por mais de 30 anos manter estáveis os ânimos nacionalistas. Porém, sua morte em 1981 desarticula o complicado tabuleiro étnico.  

No final da década de 80 sobe ao poder o ultra-nacionalista Slobodan Milosevic, que com seu autoritarismo só faz piorar o que já estava caótico. A guerra da Bósnia, no início dos anos 90, e o conflito em Kosovo foram algumas das consequências trágicas de uma receita que envolve nacionalismo, religião e intolerância. Com a queda de Milosevic, espera-se um período mais pacífico para a região.

Dom Pedro I deveria ter sérios problemas para assinar o seu nome. O imperador se chamava Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, apenas 18 palavras ( Ufa ! ). Com medo do filho dom Pedro II ter os mesmos problemas, o imperador escolheu um nome mais simples para o filho, com "apenas" 15 palavras: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga.  Será que naquele tempo o povo brasileiro tinha memória ?

História é uma disciplina complicada de se estudar por ser extremamente detalhista, além de ter um conteúdo muito extenso. Por isto selecionamos o que costuma ser mais cobrado nos exames vestibulares e que precisa receber uma atenção especial do vestibulando. A seleção abaixo é de História Geral. Tome nota:

Idade Antiga - Entre Oriental e Ocidental, valorize mais a Antiguidade Ocidental (mundo greco-romano).

Baixa Idade Média - Na crise do feudalismo valorize as cruzadas, a reabertura do Mediterrâneo e o Renascimento urbano e comercial. É necessário destacar também, a crise do século XIV (guerra, peste e fome) e a transição para o capitalismo.

Idade Moderna - Valorize os séculos XV e XVI (Aliança Rei / Burguesia); séculos XVII e XVIII (Confronto Rei / Burguesia).

Idade Contemporânea - Final do século XVIII (Revolução Francesa). Século XIX (Expansão Napoleônica), Ideologias e Revoluções na Europa - 1830 e 1848 - ; unificações políticas - Itália e Alemanha - ; Segunda Revolução Industrial e o capitalismo financeiro.

Século XX (1ª Guerra Mundial; a Revolução Russa; a Quebra da Bolsa de Nova York, e a recuperação com o New Deal; a 2ª Guerra Mundial; a Guerra Fria).

Antes o comércio era feito à base de trocas de mercadorias. O açúcar, o fumo e o algodão eram produtos que serviam como moedas. No reinado de D. Pedro II apareceram as moedas de verdade. Eram de ouro, prata e bronze. Até 1942, o Brasil utilizou o mesmo sistema monetário de Portugal - o real. Um milhão de réis era chamado de um conto de réis.

A Guerra do Irã e Iraque foi a maior da década de 80. O exército de Saddam Hussein invadiu o Irã em setembro, para resolver um antigo problema de fronteira em torno do Canal de Chat Al-Arab. Em 8 anos (1980-1988) o saldo foi de 1 milhão de mortos, quase 2 milhões de feridos e 400 bilhões de dólares de prejuízo.

Em 1520, quando o navegador português Fernão de Magalhães percorreu o litoral sul-americano, ficou impressionado com a tranquilidade das águas, daí ter dado ao oceano o nome de Pacífico. Antes, porém, o navegador Vasco Nunez de Balbon o havia chamado de "Oceano do Sul".

Entre os muçulmanos existem seitas e tendências. Os grupos mais conhecidos são os sunistas e os xiitas. Os sunistas pautam suas atitudes por um documento chamado Suna, que reúne histórias da vida do profeta Maomé.

Já para os xiitas, a autoridade dos líderes religiosos deve estar acima de tudo. Ambos são considerados fanáticos por seguirem as tradições à risca, e estão sempre mais atentos ao livro sagrado, o Alcorão.

É preciso muita disposição para superar a falta de interesse e indisciplina dentro das salas de aula. Mas a dificuldade é que cada jovem traz características muito diferentes e o aluno é naturalmente motivado por tudo aquilo que esteja ligado ao momento de vida pelo qual está passando.

A palavra chave é motivação: mostrar que estudar também é divertido e planejar grupos de estudos e aulas de forma a interessar a todos. Estimular assim o progresso, criando um clima de descontração com aprendizagem.

Um período da História do Brasil muito abordado em provas do vestibular é o da ditadura, que durou 21 anos (1964-1985). O livro "Manobras da Informação" (EdUFF/ Mauad Editora), de João Batista de Abreu, conta os efeitos da ditadura nos trabalhos da imprensa no início da década de 70. O livro é resultado da tese de mestrado do autor, que tem 28 anos de jornalismo, além de ser sociólogo e professor do Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF.

Uma boa pedida para os que desejam dar um pouco mais de ação aos estudos de História: assistir a filmes que remetam a períodos históricos importantes. Segue uma breve lista dos filmes e dos fatos de que tratam:

- Como era gostoso o meu francês (1972, Brasil), de Nélson Pereira dos Santos - Invasão Francesa no século XVI;

- Cabra Marcado para Morrer (1984, Brasil), de Eduardo Coutinho - Ditadura no Brasil (1964-1985);

- Quilombo (1984, Brasil), de Carlos Diegues - retrata o Quilombo dos Palmares;

- A História Oficial (1985, Argentina), de Luiz Puenzo - Ditadura na Argentina (1976-1982);

- Tempos Modernos (1936, EUA), de Charles Chaplin - surgimento e evolução da industrialização dos meios de produção;

- A lista de Schindler (1993, EUA), de Steven Spielberg - A Segunda Guerra Mundial.

Para quem quiser mais é só visitar o site da Sociedade Brasileira do Ensino de História (Sobenh): www.sobenh.org.br

China é um assunto sempre presente em vestibulares e vale a pena estudar sua história e ler as seções internacionais dos jornais. A abertura econômica controlada em contraste com o duro regime político é um traço marcante desse gigante asiático.

Recentemente, o governo chinês publicou uma série de regras limitando a participação estrangeira em empresas de internet. Segundo as regras, as empresas deverão prestar informações sobre seus negócios ao Ministério da Indústria da Informação. Além disso, provedores estrangeiros só poderão deter até 49% do mercado.

É importante estudar a evolução político-econômica da China do fim do século XIX até o século atual. Vale a pena conferir temas como a Guerra do Ópio, a Guerra dos Boxers, o fim da monarquia, o surgimento da República da China (Formosa), a ascensão do comunismo, a Revolução Cultural e a abertura econômica com a criação das Zonas Econômicas Especiais (ZEE).

Manifestações em todo o mundo contra os rumos tomados pela cúpula do capitalismo - Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (OMC) - vêm tomando as manchetes e podem ser um ponto explorado em provas de História e Geografia, como gancho para discutir o processo de Globalização.

A 55ª reunião conjunta do FMI e do Bird (Banco Interamericano de Desenvolvimento), realizada em setembro, na República Tcheca, não poderia passar sem a pressão dos protestos. A abertura de uma só via promovida pelos países desenvolvidos - que impõem algumas taxas a mercadorias estrangeiras mas não as aceitam sobre seus produtos - é uma das inúmeras queixas dos manifestantes. Vale ficar ligado nos jornais e estudar a evolução do capitalismo no século XX.

Antigamente os estudantes acreditavam que História era uma disciplina de "decoreba". Talvez. até pelo fato de os professores exigirem certos conhecimentos nos exames, que apenas poderiam ser adquiridos através desta ferramenta. Hoje, não funciona mais assim. O professores passam para seus alunos que eles devem entender os fatos para analisá-los, o que passou a ser exigido nos exames.

Fugindo a regra, seguem dois macetes para você decorar e se dar bem na hora H. São eles:

Governadores Gerais, Brasil Colônia: Tomé de Souza, Duarte da Costa, Mem de Sá

Macete:  "Todo Doidinho Morde"

Presidentes do Brasil República: Dutra, Vargas, Juscelino, Jânio, João Goulart

Macete: DUVAJUJAJO

Presidentes Militares: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo

Macete: CACOMEGEFI

Para entender um pouco mais sobre a guerra do Vietnã, onde os americanos foram derrotados, assista ao filme "Platoon", escrito e dirigido por Oliver Stone. A película retrata a explosão de violência de uma guerra que nem mesmo os filhos do Tio Sam entenderam direito. Um outro filme que trata do mesmo assunto, dando um diferente enfoque a respeito da guerra, é "O Franco Atirador". Dirigido por Michael Cimino, o filme transcorre em torno da história de seis amigos, três dos quais foram lutar no Vietnã. O ângulo usado pelo autor é o impacto do conflito na sociedade americana.

 

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